Minha irmã está indo embora nesse fim de semana. Passou numa residência em São Paulo e vai morar lá durante pelo menos dois anos. Estou muito feliz por ela, mais feliz por ela ir fazer algo que sempre sonhou do que triste por ela não estar mais todos os dias do meu lado.
Não sei se é pelo costume, mas não vejo a distância geográfica como um problema em relaçoes de amizade. Namorar a distância deve ser ruim, por que namoro tem toda uma parte que exige a presença física, e eu não sei se ia conseguir ficar muito tempo com um namorado longe. Mas amigo é diferente. E minha irmã, apesar de todas as brigas e muito por causa delas, é uma das minhas melhores.
Digo que sou acostumada por que meu pai sempre esteve muito longe de mim e dos meus dois irmãos mais novos, geograficamente, mas participou efetivamente da nossa criação. Sempre esteve muito presente na nossa vida, apesar da distância. Conheço muitos pais que moram com filhos na mesma casa e não tiveram influências tão positivas em seus filhos como o meu pai.
Assim, posso dizer, que não acho que a relação com minha irmã ficará diferente por ela estar longe. Sei que será bem diferente, afinal, desde que ela nasceu (eu tinha um ano, então desde que eu me entendo por gente) nós dividimos tudo: mãe, pai, quarto, brinquedos, pacotes de biscoito, amigos. Mas sei que continuaremos presentes uma na vida da outra, como meu pai nos ensinou.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Anarquia
Segundo o meu pai esse fragmento de texto define o pricípio da anarquia. Dessa maneira posso me considerar uma anarquista, eu acho.
Assim que li lembrei dele. Peguei logo uma caneta e copiei do livro. Acho que às vezes as pessoas escrevem as coisas e não tem noção da profundidade do que escreveram, mas às vezes tem sim. Não sei qual foi esse caso. De qualquer maneira o livro é bom e estou apenas no começo. Tomara que tenha outras pérolas como essa.
"Contanto que o homem tenha coragem de rejeitar o que a sociedade lhe diz para fazer, pode viver a vida segundo seus próprios termos.
E para quê?
Para ser livre.
Mas livre para quê?
Para ler livros, para escrever livros, para pensar."
- Desvarios no Brooklin - Paul Auster
Assim que li lembrei dele. Peguei logo uma caneta e copiei do livro. Acho que às vezes as pessoas escrevem as coisas e não tem noção da profundidade do que escreveram, mas às vezes tem sim. Não sei qual foi esse caso. De qualquer maneira o livro é bom e estou apenas no começo. Tomara que tenha outras pérolas como essa.
"Contanto que o homem tenha coragem de rejeitar o que a sociedade lhe diz para fazer, pode viver a vida segundo seus próprios termos.
E para quê?
Para ser livre.
Mas livre para quê?
Para ler livros, para escrever livros, para pensar."
- Desvarios no Brooklin - Paul Auster
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Problemas!?!
Voltei a trabalhar e agora só faço isso o dia inteiro! Justo, vocês podem dizer, já que o salário é pago pra isso. Sim, eu respondo, mas nem respirar direito eu ando conseguindo!!!
Durante o final do ano as pessoas param, relaxam e deixam os problemas par serem resolvidos no ano novo. Poisé, é aí que eu entro. Se fosse para dar um nome real ao cargo que eu ocupo, poderíamos dizer que sou uma "resolvedora de problemas". Ultimamente, no entando, tenho mais problemas (dos outros) do que tempo de resolvê-los. Felizmente adoro quando isso acontece.
Fico por aqui pois estou sem tempo de escrever mais do que isso (ainda estou espantada de ter conseguido escrever alguma coisa!). Volto então aos meus problemas!
Durante o final do ano as pessoas param, relaxam e deixam os problemas par serem resolvidos no ano novo. Poisé, é aí que eu entro. Se fosse para dar um nome real ao cargo que eu ocupo, poderíamos dizer que sou uma "resolvedora de problemas". Ultimamente, no entando, tenho mais problemas (dos outros) do que tempo de resolvê-los. Felizmente adoro quando isso acontece.
Fico por aqui pois estou sem tempo de escrever mais do que isso (ainda estou espantada de ter conseguido escrever alguma coisa!). Volto então aos meus problemas!
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Férias! (voltando das...)
Um pouco mais de dez dias de férias... Pensei que seria pouco, mas foi o suficiente. Não ia reclamar se tivesse que passar mais uma semana de pernas pro ar acordando ao meio dia, mas esses ultimos dias valeram a pena.
Não fiz nada do que tinha programado. Queria viajar e não viajei. Queria ir a praia todos os dias, andar na orla e levar o cachorro pra passear. Comer melhor, dormir melhor. Nada disso.
No final, fiz farra quase todos os dias, bebi demais, comi demais, acordei tarde, vi muito mais tv do que de costume, acabei de ler um livro que tinha começado há algum tempo (alguma coisa produtiva, pelo menos), fui passear no Bomfim, fui na praia uma vez só, levei o cachorro pra passear uma vez só também. Posso dizer que minhas férias foram maravilhosas.
Não fiz nada do que tinha programado. Queria viajar e não viajei. Queria ir a praia todos os dias, andar na orla e levar o cachorro pra passear. Comer melhor, dormir melhor. Nada disso.
No final, fiz farra quase todos os dias, bebi demais, comi demais, acordei tarde, vi muito mais tv do que de costume, acabei de ler um livro que tinha começado há algum tempo (alguma coisa produtiva, pelo menos), fui passear no Bomfim, fui na praia uma vez só, levei o cachorro pra passear uma vez só também. Posso dizer que minhas férias foram maravilhosas.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Divagando
Estava pensando no equilibrio mais cedo. Felizmente descobri que estou saindo da minha fase perturbada e entrando numa bem mais tranquila. Equilibrada. Isso é bom. Minha cabeça já não dói mais, ou dói muito menos. Ando mais leve, descontraída, mesmo que de vez em quando ainda bata algum desepero momentâneo. Acho, no entanto, que esse desespero é normal e até saudável de vez em quando. Nos mantém em movimento, o que é sempre bom.
Se alguém me perguntasse hoje, diria que estou mais feliz do que triste.
Se alguém me perguntasse hoje, diria que estou mais feliz do que triste.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Às vezes eu fico triste
mas nunca é por muito tempo...
... por que aí vem o meu irmão e cozinha uma panela de cachorro quente pra gente comer vendo tv.
... por que aí eu saio com uma amiga me faz dar risadas com suas histórias.
... por que minha irmã chega cheia de coisas novas pra me mostrar e contar.
... por que mesmo que eu não passe horas me arrumando meu namorado sempre me diz quando eu chego como eu estou bonita.
... por que nessas horas eu nem me lembro mais por que eu estava triste.
... por que aí vem o meu irmão e cozinha uma panela de cachorro quente pra gente comer vendo tv.
... por que aí eu saio com uma amiga me faz dar risadas com suas histórias.
... por que minha irmã chega cheia de coisas novas pra me mostrar e contar.
... por que mesmo que eu não passe horas me arrumando meu namorado sempre me diz quando eu chego como eu estou bonita.
... por que nessas horas eu nem me lembro mais por que eu estava triste.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Enxaqueca
Hoje a minha cabeça dói. Ela dói desde sexta feira. Muito mesmo. Pensei que era TPM, pensei que era ressaca, pensei ainda que era sinusite. Minha irmã, que é médica, me fez um monte de perguntas e disse que é enxaqueca. Lembrei da minha mãe, que sempre tinha enxaqueca quando eu era pequena.
Comecei a pensar e vi qie cada dia que passa me percebo mais adulta. Quando eu era pequena achava que a maior diferença de adulto e criança é que adulto podia fumar e beber. Eu achava a coisa mais linda do mundo fumar cigarro. Quando eu era criança as mulheres ainda fumavam muito em novela e no cinema. Beber era menos legal, mas era legal também.
Um pouco depois descobri que tinha criança da minha idade que fumava e bebia. Aí comecei a achar que adulto era legal por que podia namorar e dirigir. Qual não foi a minha surpresa em saber que outras crianças também faziam isso. Tava começando a ficar chato. Tudo que adulto fazia criança fazia igual. Eu sempre quis ser adulta, mas parecia que todo mundo tinha passado na minha frente.
Deixei de pensar um pouco nisso. E acho que foi aí que comecei a ficar mais adulta e menos criança. Não na primeira vez que tomei um porre, mas na primeira vez que juntei a minha mesada pra comprar continhas e vender as bijuterias que antes eu só fazia pra mim. Ou então no momento que eu decidi enfrentar os olhares tortos de um colégio que não assumia, mas era extremamente conservador, e fazer vestibular para Artes Plásticas.
Ou, ainda quando estudava, resolvi que não queria mais ser artista, queria seguir a carreira de designer, completamente nova e desconhecida na minha época, e até hoje sem reconhecimento legal. Pode ter sido na hora que quis trabalhar para ganhar o meu próprio dinheiro e fui carinhosamente apelidada por meu pai de "minha filhinha proletária", pois consegui um trabalho de carteira assinada onde batia ponto e voltava pra casa as 11h da noite de ônibus.
Durante todo esse tempo não parei pra pensar sobre as coisas que fazia, apenas ia fazendo. Hoje, depois de tudo isso, me percebo com enxaqueca, doença de mãe (pelo menos da minha), e me pergunto quando foi que eu virei adulta e deixei de ser criança. Ou se estou preparada pra isso...
Comecei a pensar e vi qie cada dia que passa me percebo mais adulta. Quando eu era pequena achava que a maior diferença de adulto e criança é que adulto podia fumar e beber. Eu achava a coisa mais linda do mundo fumar cigarro. Quando eu era criança as mulheres ainda fumavam muito em novela e no cinema. Beber era menos legal, mas era legal também.
Um pouco depois descobri que tinha criança da minha idade que fumava e bebia. Aí comecei a achar que adulto era legal por que podia namorar e dirigir. Qual não foi a minha surpresa em saber que outras crianças também faziam isso. Tava começando a ficar chato. Tudo que adulto fazia criança fazia igual. Eu sempre quis ser adulta, mas parecia que todo mundo tinha passado na minha frente.
Deixei de pensar um pouco nisso. E acho que foi aí que comecei a ficar mais adulta e menos criança. Não na primeira vez que tomei um porre, mas na primeira vez que juntei a minha mesada pra comprar continhas e vender as bijuterias que antes eu só fazia pra mim. Ou então no momento que eu decidi enfrentar os olhares tortos de um colégio que não assumia, mas era extremamente conservador, e fazer vestibular para Artes Plásticas.
Ou, ainda quando estudava, resolvi que não queria mais ser artista, queria seguir a carreira de designer, completamente nova e desconhecida na minha época, e até hoje sem reconhecimento legal. Pode ter sido na hora que quis trabalhar para ganhar o meu próprio dinheiro e fui carinhosamente apelidada por meu pai de "minha filhinha proletária", pois consegui um trabalho de carteira assinada onde batia ponto e voltava pra casa as 11h da noite de ônibus.
Durante todo esse tempo não parei pra pensar sobre as coisas que fazia, apenas ia fazendo. Hoje, depois de tudo isso, me percebo com enxaqueca, doença de mãe (pelo menos da minha), e me pergunto quando foi que eu virei adulta e deixei de ser criança. Ou se estou preparada pra isso...
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